Maria Poesia

Psicanálise e a Poesia na Vida Cotidiana.

A gente inventa a vida para caber dentro dela.

Textos


A casa  em que se mora é a identidade de uma pessoa - é a nossa identidade .
Nossa casa é o centro do mundo.
Nossa casa é o centro do nosso mundo.
Ou deveria ser.
 
Então nosso lar é um pedacinho do mundo, tem as lembranças mais queridas, dos amigos e dos amores de uma vida.
Nossa casa é um lugar sagrado, e é uma imagem universal.
Todos querem ter uma casa, seja ela de que jeito for.
Procuramos numa casa o abrigo e a segurança que de alguma forma nos ampare do mundo, que muitas vezes nos é muito ameaçador .
 
Na Psicologia Junguiana, o que acontece nos sonhos dentro de uma casa, acontece dentro de nós mesmos.
E é também o abrigo e a segurança que buscamos em nós mesmos.
 
Então Sonhar com casas significa sonhar conosco, pois elas (as casas ) nos sonhos nos representam.
Nosso inconsciente usa imagens do nosso consciente pra conversar conosco.
Então analisar sonhos com casas é pensar de uma maneira bem lógica nas analogias e posturas que temos para com nossa casa, ou os sentimentos de quando não estamos na nossa casa.
 
Vou repetir um detalhe muito importante.
É necessário prestar atenção no sentimento que temos ao sonhar.
Se nos sentimos acolhidos durante o sonho, é porque estamos nos acolhendo como somos, se ao contrário por algum motivo estamos com medo, prestar atenção no motivo do medo, ou da sensação desagradável ou incômoda.
 
Casas de infância  costumam acontecer muito em sonhos, já que onde moramos enquanto crianças faz parte de lembranças que se enraízam dentro de nós.
Podemos concluir que a casa onde moramos é um forte ponto de referência pra nós.
Muitas vezes pra vida inteira.
Ela representa mais do que uma simples lembrança física da casa em si, já que ao apenas descrevê-la nós a reduzimos em seu limite, não conseguimos penetrar nos recônditos dos sentidos da nossa memória.
E a memória registra por exemplo o sentimento do que acontecia dentro dela.
Já que o que fica “registrado”, impregnado na nossa mente é o sentido da vida que sentimos no tempo (em que vivemos - por isto se diz que o tempo é almado- é na alma do tempo que se encontra nossa história pessoal.
E  nosso inconsciente quando busca estas imagens (nos sonhos) quer nos falar “do sentido” que impomos e registramos e não “exatamente”do que aconteceu,pois nem sempre o que “registramos” é a verdade dos fatos.(reais)
As imagens que guardamos da nossa família é a leitura que fazíamos naquela época, o que nem sempre corresponde ao que de fato aconteceu.
Trazer esta imagens  para o consciente, significa que devemos dar uma “revisada”geral pra acertar pendências, mágoas e incompreensões.
 
Como a  nossa vida é espiralada, e numa outra volta da espiral temos que dar conta daquilo que não enfrentamos, este tipo de sonhos normalmente nos mostra que estamos parados no tempo.(em alguma lembrança ou atitude )
Quem sabe estagnados, por conta do que ainda falta acertar.
Buscar lá de trás o que nos preocupa e pensar a respeito, no que pode ser mudado, no que deve ser esquecido, perdoado ou ressignificado são os caminhos da compreensão, entendendo que:
 
“Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa". (Jung)
 
Teresa  04.01.2010
 
Este artigo tem como fundamento a Psicologia Analítica Junguiana do Psiquiatra Suíço Carl Gustav Jung.
 
 

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Neusa Maria
Enviado por Neusa Maria em 05/01/2010
Alterado em 11/07/2012
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