Maria Poesia

Psicanálise e a Poesia na Vida Cotidiana.

A gente inventa a vida para caber dentro dela.

Textos


Ele me chegou de mansinho.
Será que já flutuava nas nuvens dos meus sonhos?
E que tamanha era sua leveza que eu nem sequer o sentia?
 
Entrou na sala de espera da minha vida,
e trouxe junto do seu corpo um pedaço de céu.
 
Agora sou sua harpa,
que ele dedilha como se fossem estrelas,
que se derramam nas bordas da noite,
quando amorosamente ele me toca.
 
Na minha boca seus beijos enluarados,
lábios feito caixas de ressonância
intensificam e vivificam desejos.

Meus cabelos, ele os afaga como fios dourados,
que vibram nos seus dedos
ao som da clave do sol.

Meus seios são os bicos, onde ele afina
o tom, que vai amplificar
e fazer vibrar a nossa canção.
 
Mas é quando ele se encaixa
no meio de mim, com a coluna
de sua lira,
que a nossa sonata ecoa
o amor em sons celestiais.
 
E nossos corpos se transformam
na partitura dos deuses
que a decifram,
defloram nossas carnes,
e a vibração se plasma
no dueto afinado e ritmado
dos nossos orgasmos mágicos,
encantados e loucamente
apaixonados!
 
Teresa 29.11.2009
 

Neusa Maria
Enviado por Neusa Maria em 29/11/2009
Alterado em 07/01/2010
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