Maria Poesia

Psicanálise e a Poesia na Vida Cotidiana.

A gente inventa a vida para caber dentro dela.

Perfil
Meus poemas são curativos.
São sopros oleosos que lubrificam
minhas engrenagens internas.
Meus versos fazem uma decantação,
e ao verbalizá-los eu me refino.

Nas palavras luzes
que eu resgato,
dos meus cantinhos sombrios,
dos vãos das escadas,
dos becos escuros,
procuro por mim,
por tudo o que é meu,
e o que está escondido.

Nas rimas busco o que ainda não sei.
Ressignifico verbos que se conjugam
na atomização dos meus fragmentos,
formam-se códigos,
acordos pessoais.
Verdades que em corporificada magia,
numa força análoga,
libertam minh’alma
das algemas.
E livre... sem censuras,
numa descarga orgástica,
Me entrego à orgia
de escrever
minha biografia
na minha poesia!


Maria.poesia/2008


Poema: Descarga Orgástica
Publicado em 20.02.2011
T 2803994
http://www.maria-
poesia.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=2803994


Minhas poesias são autobiográficas - sou e estou nos meus
versos - claro que nem sempre- e na maioria das vezes não
expressam/representam o momento atual de vida.

Desde criança tive diários e neles registrava meu
cotidiano e minha história num olhar poético, mesmo
quando nem sequer conhecia de perto a poesia.

Quando resolvi publicá-los, não imaginava o quanto me
faria bem resgatar os momentos já vividos.
Em cada página uma descoberta sobre mim mesma.
Escrever o que sinto e o que vivo ou vivi é uma catarse.
Nas palavras derramadas, deixo verter o sangue e o pus
que (ainda) lateja das minhas feridas.
Aos poucos vou fazendo uma bricolagem da minha
história... revisito os sítios 
do meu passado, recrio meu presente...
e emolduro novos
sonhos e esperanças.


Então fui (e estou) aprendendo que a
 arte da escrita é sempre marcada pelo passado.É (quem sabe) uma tentativa de reconciliação com os nossos restos – que nos assombram - fragmentados e inconclusos do cotidiano de nossas memórias. 


Tenho uma referência poética - Mario Quintana - eu o amo
de paixão, e quando ele diz:

-"Nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.”
Ele fala por mim.
...
Poetas autobiográficos não têm biografia. Sua obra é sua
biografia.
Através da escrita, dos versos e dos personagens vamos
descobrindo e despertando nosso SER (nossos "eus")-
nossas possibilidades e nossos “pedacinhos” esquecidos e
perdidos pelo caminho- por isto alguns poetas usam pseudônimos - os
meus são Teresa, Teresapraia, Ne.poesia ou Maria.Poesia - são os meus
*eus* e depende do momento eu os uso - além de fazer parte da
missão terapêutica da poesia quem sabe nos repartindo em outros *eus* a dor e sofrimento que nos habita também vai se diluindo. 

São estes fragmentos de vida que a poesia - feito um
tecido macio - vai tecendo no tear da existência.
Transforma, faz as reformas e costura os emaranhados e
nós do caminho, combina cores e recria as
nuanças de novas possibilidades.

Em 1835 Freud teve o mérito de substituir o uso de comprimidos por palavras, mas também falou:
-"Seja qual for o caminho que eu escolher, um poeta já
passou por ele
”.

Leonardo da Vinci diz que:
“-Tudo que é belo morre no homem, mas não a arte.”

Então penso que é neste contexto, que nos inserimos
quando traduzimos em versos nossos sentimentos e emoções.
É intrínseco (filogenético) na nossa essência esta
tristeza, esta angústia em nos percebermos finitos e
mortais.
Somos livres nas idéias, mas presos num corpo
perecível, limitados pelo tempo e pelo espaço.

Quando deixamos que a arte da poesia tome conta do nosso
ser, é como se tivéssemos a doce ilusão, de que com ela
temos direito também a imortalidade que ela (a arte)
representa.

Os versos se descolam de nós, e nos representam, e são
eles - que insidiosamente, e às vezes marginalmente até -
se insinuam no outro -e nele (no outro...que é meu
espelho..
.), engendram um sentido.

Mas, além de tudo - e aqui está o segredo da poesia –
(para mim)- é que ela (a poesia), adquire vida própria,
quando descola-se de si mesma, para poder perder-se na
errância da linguagem.
...

Algumas Pontuações/Ponderações:

1- Sabe qual é o papel da Psicologia enquanto ciência?
Procurar entender porque as pessoas fazem o que fazem.
Não é entender o sentido da vida, é entender (e poder interferir se for possível) (n)o sentido que o sujeito
constrói para sua vida.
(Simples assim)

Sabe qual é diferença entre Psicanálise e Psicologia?
Psicologia é uma ciência que estuda o nosso consciente.
(Aquilo que nós conhecemos de nós mesmos)
Psicanálise é uma ciência que estuda o nosso
inconsciente. (Aquilo que nem nós conhecemos de nós
mesmos.)


O que o senso comum diz- é que tanto a Psicologia como a
Psicanálise são elitizadas, que só uma pequena parcela da
população tem ou pode ter acesso.
Pois bem:
Aqui neste site e no no meu perfil do facebook , meu objetivo é democratizar os dois saberes (Psicologia e Psicanálise).
Tenho como propósito ajudar que as pessoas leigas
possam ter algumas ferramentas que possam facilitar o início de uma (longa) jornada rumo ao autoconhecimento.

É através do conhecimento de si mesmos que homens e mulheres podem
pensar e
 construir um sentido para suas vidas.
Não importa o que JÁ aconteceu em nossas vidas, ou as
causas dos nossos problemas: (isto também é importante,
mas é uma questão secundária)


A questão é:
- O que eu vou fazer comigo a partir do ponto em que
estou


Meus artigos então, NÃO são de autoajuda, nem tampouco os
textos sobre significados dos sonhos são esotéricos, -
aliás, eles também não tem nenhuma conotação
adivinhatória
mas também não são verdades absolutas.
Minhas palavras nascem de um arcabouço já pesquisado e
experimentado pela ciência (mas são empíricos e também
experenciadas por mim)


A ciência se sustenta, mas ela vive de uma verdade
relativa. (É o que está "valendo" até este momento.)


A palavra chave é - AÇÃO –
Todas as teorias, ciências, filosofias se perdem se não
conjugarmos o verbo AGIR no nosso cotidiano.



2- Minhas resenhas e artigos (principalmente artigos sobre sonhos) na sua grande maioria tem como fundamento, os conceitos teóricos de Carl Gustav
Jung 
(Psiquiatra Suíço e fundador da Psicologia Analítica (Junguiana), ou a Psicanálise tendo como referencial teórico Freud ou Lacan,
e a partir de um filme/livro/símbolo mitológico ou arquetípico proponho uma reflexão, dentro daquilo do que eu pessoalmente percebo como foco principal
no contexto do texto.
Eu provoco a repercussão do pensamento, mas as ressonâncias/associações que cada livro, cada filme e cada sonho fazem dentro de cada um de nós são singulares.

Nas resenhas uso "recortes" do enredo para ilustrar,
portanto elas (as resenhas) contêm "Spoilers".
Se não gosta deste estilo de resenha não leia ok?


3-Tenho uma página de estudos de Psicanálise no Facebook, se quiser conhecer: 
https://www.facebook.com/Psican%C3%A1lise-Lacaniana-539183482927187/?ref=hl



4-Gosto muito de imagens e fotos.
Costumo construir meus textos e complementá-los com imagens que encontro na Internet.
Mas se por acaso, eu me utizei indevidamente de alguma foto ou imagem sua, basta me enviar um pedido (no meu site-contatos), que eu retirarei imediatamente, e antecipadamente eu já lhe peço desculpas.
Obrigada!

 

 
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